Conheça 15 palavras que muitos brasileiros ainda erram ao falar ou escrever
Você já ficou em dúvida na hora de escrever uma palavra simples? Ou percebeu que, em conversas do dia a dia, certas expressões parecem “naturais”, mas estão incorretas quando passam para o papel? Se isso já aconteceu com você, saiba que é mais comum do que parece.
A língua portuguesa tem uma ortografia cheia de detalhes, algumas palavras são parecidas entre si, outras mudam de significado por uma letra, e muitas têm pronúncias que “enganam” o ouvido. Além disso, existe um ponto importante: a forma como falamos nem sempre acompanha a forma como escrevemos.
Neste post, você vai conhecer mais de 10 palavras que muitas pessoas ainda pronunciam e escrevem errado, entender por que os erros acontecem, ver exemplos práticos e aprender dicas para não errar mais.
Por que cometemos tantos erros gramaticais?
Mesmo quem domina bem o português pode escorregar em palavras específicas, e isso acontece por vários motivos. A pronúncia influencia bastante, porque muitas palavras são faladas de um jeito e escritas de outro. Quando a gente escreve como fala, a chance de errar aumenta, principalmente em palavras muito repetidas no cotidiano.
“É algo difícil de explicar. Acho que esses erros acontecem porque há um abismo entre o que escrevemos e o que falamos”
BBC Brasil
A memória auditiva também pesa, ao ouvir uma forma incorreta várias vezes, é fácil acreditar que ela está certa e reproduzi-la sem perceber. Além disso, a escrita nas redes sociais costuma ser rápida e pouco revisada, o que deixa menos espaço para refletir sobre regras e grafias.
Outro ponto é a falta de contato com a escrita formal, quem não escreve com frequência tende a esquecer padrões ortográficos e regras básicas. Por isso, errar não significa falta de capacidade. Na maioria dos casos, significa falta de prática, e a prática se constrói com leitura, revisão e estudo.
Entenda a importância de falar e escrever corretamente
Falar e escrever corretamente vai muito além de seguir regras, porque a forma como você se comunica influencia a maneira como as pessoas interpretam suas ideias. Quando você escolhe bem as palavras e organiza as frases com clareza, transmite confiança, evita mal-entendidos e consegue se expressar de um jeito mais direto.
A escrita correta também fortalece sua imagem em contextos acadêmicos e profissionais. Em provas, redações, currículos, e-mails e apresentações, pequenos erros podem causar uma impressão negativa, mesmo quando o conteúdo é bom. Por outro lado, um texto bem escrito demonstra atenção aos detalhes, domínio do idioma e mais credibilidade.
Além disso, falar bem ajuda a argumentar melhor e a se posicionar com segurança em conversas e reuniões. Quem tem um repertório mais sólido se sente mais à vontade para explicar opiniões, defender pontos de vista e adaptar o discurso ao público, sem depender de improvisos.
Por fim, aprender a escrever e falar corretamente é um investimento que acompanha você por toda a vida. Com prática, leitura e revisão, você amplia seu vocabulário, melhora sua capacidade de interpretação e ganha autonomia para produzir textos mais claros, coerentes e consistentes em qualquer situação.
15 palavras que as pessoas falam e escrevem errado
Agora que você já entendeu por que os erros acontecem e por que vale a pena cuidar da escrita, é hora de ver exemplos práticos. A seguir, reunimos palavras que aparecem com frequência em mensagens, redes sociais, redações e até em textos profissionais. Em cada tópico, você vai identificar a forma incorreta mais comum, conferir a grafia certa e entender rapidamente o motivo do erro.
15) Com certeza, não concerteza
Essa é uma das expressões mais comuns no português brasileiro e, justamente por isso, aparece com frequência em versões erradas. A pronúncia rápida faz “com certeza” soar como uma única palavra, e muita gente acaba escrevendo “concerteza”, mas essa forma está incorreta.


A grafia correta é sempre separada, porque “com” funciona como preposição e mantém a expressão em duas palavras. Você usa “com certeza” para confirmar algo com convicção, como em “Com certeza vou participar da reunião” e “Ela com certeza sabia do assunto”.
14) Exceção, não “excessão”
Poucas palavras geram tantos erros quanto “exceção”, e isso acontece porque muita gente tenta escrever a palavra apenas pelo som. Por esse motivo, aparecem variações como “excessão”, “esceção”, “escesão” e outras tentativas que parecem fazer sentido na fala, mas não seguem a grafia correta.
No português, o som de “s” pode ser representado por diferentes letras, como s, ss, ç, sc e x, o que aumenta a confusão. Ainda assim, a forma certa é sempre exceção, usada para indicar algo que foge à regra, como em “Toda regra tem uma exceção” e “Isso é uma exceção ao padrão”. Para memorizar, vale associar com “excepcional”, já que as duas palavras compartilham a mesma base.
13) Beneficente, não beneficiente
Quando a palavra lembra outra que termina com “-ciente”, muita gente tenta completar com essa terminação e acaba escrevendo “beneficiente”, mas essa forma está incorreta. O correto é beneficente, adjetivo usado para indicar alguém ou algo que faz o bem, pratica caridade e ajuda quem precisa.


Você pode usar a palavra em frases como “Minha avó está organizando um jantar beneficente” e “Os lucros do evento beneficente serão doados”. Para não errar, associe a grafia a “benefício” e ao prefixo “bene”, que remete a bem.
12) Asterisco, não asterístico
Se você já ouviu alguém dizer “asterístico”, saiba que essa forma está incorreta. O correto é asterisco, nome do símbolo em forma de estrela (*), bastante usado em textos para indicar observações e chamar atenção para informações complementares. Essa confusão acontece porque muita gente adiciona uma terminação que não faz parte da palavra.
Você encontra o asterisco principalmente em notas de rodapé, em marcações de referência e também em conteúdos digitais, quando ele aparece para sinalizar detalhes importantes. Para não errar, basta lembrar que a palavra é simples e direta, e por isso não termina com “-ístico”.
11) Meteorologia, não metereologia
Essa palavra costuma sofrer um desvio muito comum, porque muitas pessoas trocam ou inserem letras no meio e acabam escrevendo “metereologia”. No entanto, a forma correta é meteorologia, com “o” depois de “mete-”, já que o termo está ligado à ideia de fenômenos atmosféricos.
Meteorologia é a área que estuda o clima e o tempo, ajudando a prever chuva, calor e variações do ambiente. Você pode usar corretamente em frases como “A meteorologia prevê dias de calor” e “Eu consulto sites de meteorologia todos os dias”. Para memorizar, pense na palavra “meteoro”, pois essa relação torna a grafia muito mais fácil de fixar.
10) Privilégio, não previlégio
Muita gente troca o primeiro “i” por “e”, porque na fala a palavra pode soar como “prEvilégio”. No entanto, a forma correta é privilégio, termo usado para indicar uma vantagem ou um direito concedido a apenas algumas pessoas, como em “Você nem percebe os privilégios que tem”.


Para escrever sem hesitar, vale lembrar que a palavra se relaciona com “privado”, “privar” e “privativo”, o que reforça o início com “pri-”. Assim, fica mais fácil evitar o erro “previlégio” e usar corretamente em frases como “Estudar é um privilégio, mas deveria ser um direito”.
9) Reivindicar, não reinvindicar
Esse erro acontece porque, na fala, muita gente insere um “n” que não existe e acaba dizendo “reinvindicar”. Quando essa pronúncia passa para a escrita, o deslize se repete, principalmente em textos rápidos ou sem revisão. A forma correta é reivindicar, verbo usado para indicar o ato de exigir ou solicitar algo que se considera um direito.
Você pode aplicar a palavra em situações do cotidiano, como em “Vamos reivindicar melhorias no atendimento” ou “Ninguém reivindicou a autoria do projeto”.
8) Empecilho, não impecilho
O erro em “empecilho” acontece quase sempre por causa da pronúncia. Como o “e” pode soar como “i” na fala rápida, muita gente escreve “impecilho”, mas a forma correta é empecilho. Esse termo indica obstáculo ou impedimento, algo que atrapalha, como em “Não quero ser um empecilho na sua vida”.
Para fixar a grafia, vale associar a palavra ao verbo “empecer”, que tem relação com impedir, mesmo sendo pouco usado no dia a dia e considerado muitas vezes como arcaico. Você também pode lembrar que “empecilho” aparece em frases como “Não tivemos nenhum empecilho no caminho”.
7) Paralisação, não Paralização
“Paralisação” é uma palavra que costuma gerar dúvida porque, na pronúncia, o som do s entre vogais se aproxima do som de z. Como muita gente escreve do jeito que fala, acaba registrando “paralização”, mas essa forma está incorreta.


A grafia “paralisação” faz sentido quando você observa a origem do termo, o qual deriva do verbo paralisar, que também é escrito com s. Em outras palavras, se você lembra do verbo, fica bem mais fácil acertar o substantivo, assim você pode usar em frases como “A greve causou a paralisação do serviço.” ou “Houve uma paralisação temporária das atividades.”.
6) Cérebro, não célebro
A troca de “r” por “l” acontece por hábito de fala e por uma escuta imprecisa, o que leva muita gente a escrever “célebro”. No entanto, a grafia correta é cérebro, termo que nomeia o principal órgão do sistema nervoso central e aparece com frequência em textos escolares, científicos e do dia a dia.
Você pode usar a palavra em frases como “O cérebro humano precisa de estímulos constantes” e “O médico analisou o cérebro do paciente”. Para memorizar, vale associar a “cerebral”, já que, se existe “cerebral”, a forma correta só pode ser cérebro.
5) Trilogia, não triologia
A confusão entre “triologia” e trilogia acontece porque muita gente associa o termo diretamente ao prefixo “tri”, que indica três, e tenta encaixar uma forma que parece mais óbvia na fala. No entanto, a grafia correta é trilogia, que nomeia um conjunto de três obras relacionadas, como livros ou filmes que se complementam.
Você pode usar a palavra em frases como “Minha trilogia preferida é Avatar” e “Ainda não vi o último filme dessa trilogia”. Para não errar, lembre que o termo vem de “trilo”, ligado à ideia de sequência, e não precisa do “o” a mais que aparece em “triologia”.
4) Problema, não poblema/pobrema
A palavra problema aparece o tempo todo na fala e na escrita, e justamente por isso é comum encontrar versões como “poblema” ou “pobrema”. Esse erro acontece porque, na fala rápida, algumas pessoas trocam a posição do “r” ou simplificam a pronúncia, e depois acabam repetindo a forma incorreta ao escrever.


Na norma-padrão, a grafia correta é sempre problema, com “pr” no início, como em “Não tivemos nenhum problema no caminho” e “Esse problema precisa de solução”. Para não errar, vale treinar a pronúncia pausada e lembrar que a palavra mantém a mesma estrutura em derivados, como “problemático” e “problematizar”.
3) Iogurte, não iorgute
A palavra iogurte costuma aparecer com a letra “r” no meio quando a pessoa escreve exatamente como fala, resultando em “iorgute”. Esse erro é bem comum porque a pronúncia rápida pode dar a impressão de que existe um som adicional, mas, na norma-padrão, a grafia correta não inclui essa letra.
Para usar corretamente, lembre que a escrita é sempre iogurte, como em “Vou comprar iogurte no mercado” e “Ele gosta de iogurte natural”.
2) Identidade, não indentidade
A palavra identidade costuma ser escrita com um “n” depois do primeiro “i”, formando “indentidade”, mas essa grafia está incorreta. Esse erro acontece porque, na pronúncia, muita gente dá a impressão de que existe um som nasal no começo da palavra, e então acaba registrando no papel exatamente como fala.
Na norma-padrão, a forma correta é sempre identidade, usada para indicar características que definem uma pessoa, um grupo ou até um documento oficial. Você pode aplicar em frases como “A identidade dela foi confirmada” e “A cultura faz parte da identidade de um povo”.
1) Sobrancelha, não sombrancelha
A palavra sobrancelha costuma aparecer com um “m” no meio, formando “sombrancelha”, mas essa grafia está incorreta. O erro acontece porque, na fala, o som pode sugerir uma nasalização e muita gente acaba acrescentando uma letra que não existe, repetindo esse hábito também na escrita.


Na norma-padrão, a forma correta é sempre sobrancelha, como em “Ela fez a sobrancelha ontem” e “Minha sobrancelha está muito cheia”. Para fixar de vez, pense na composição do termo, que se liga à ideia de algo que fica sobre os olhos. Esse detalhe ajuda a lembrar que não há “m” na palavra.
Outras palavras que geram confusão (vale ficar de olho!)
Além das 15 principais, existem muitas outras palavras que aparecem com frequência em versões erradas. Veja alguns exemplos para ampliar seu repertório:
- Entretido (e não “entertido”);
- Haver (e não “a ver”);
- Bicarbonato (e não “bicabornato”);
- Torácico (e não “toráxico”);
- Supérfluo (e não “supérfulo”);
- Coincidência (e não “conhecidência”);
- Companhia (e não “compania”);
- Poliomielite (e não “poliomelite”);
- Entrevista (e não “intrevista”);
- Digladiar (e não “degladiar”);
- Adivinhar (e não “advinhar”);
- Mexer (e não “mecher”);
- Subsídio (e não “subcídio”);
- Perturbar (e não “pertubar”);
- Cabeleireiro (e não “cabelelero”);
- Cadarço (e não “cardaço”);
- Sexta-feira (e não “sesta-feira”);
- Lagarta (e não “largata”).
Como evitar erros de português e melhorar a escrita?
Saber quais são os erros comuns ajuda, mas o mais importante é desenvolver hábitos que diminuam as chances de errar, principalmente quando você precisa escrever com mais formalidade. Ler com frequência é um dos caminhos mais eficazes, porque a exposição constante às palavras na forma correta faz a ortografia parecer mais natural e intuitiva com o tempo.
Sempre que surgir dúvida, consultar dicionários, inclusive online, é um passo simples que evita erros e ainda amplia seu repertório. Além disso, revisar o texto antes de enviar ou publicar faz muita diferença, já que a releitura ajuda a identificar deslizes de distração. Para completar, estudar regras ortográficas aos poucos e praticar a escrita no dia a dia fortalece a memória e treina seu olhar para reconhecer e reproduzir a grafia correta com mais segurança.
Por fim, errar palavras na fala ou na escrita é algo comum. Afinal, a língua portuguesa é cheia de nuances e exceções, mas, você não precisa aceitar esses erros como “normais” ou inevitáveis. Quando você conhece as formas corretas, entende a lógica por trás das palavras e cria hábitos simples, sua escrita melhora rapidamente.
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